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No dia 11 de janeiro, o salão paroquial da igreja Nossa Senhora de Fátima, localizada em Vacaria (RS), foi utilizado para a realização de rituais de umbanda promovidos pelo terreiro Ogum Megê e Oxum. O evento, intitulado “Elebó Festivo de Exu João Caveira e Exus Pomba Giras da Casa”, havia sido anunciado no perfil do terreiro no Instagram desde 17 de dezembro.
Registros compartilhados nas redes sociais mostram a condução dos rituais dentro do espaço paroquial. O pároco responsável, frei Paulo Moura, confirmou que a cessão do salão para o evento foi autorizada por ele. Em resposta às críticas recebidas, frei Moura afirmou que a decisão foi tomada com base no princípio cristão de acolhimento e respeito às diferentes expressões religiosas.
A Arquidiocese de Vacaria, ao ser questionada sobre o ocorrido, declarou que está ciente da situação e que medidas estão sendo avaliadas para garantir que os espaços paroquiais sejam utilizados de acordo com as diretrizes e orientações da Igreja Católica.
Este episódio gerou debates entre os fiéis e a comunidade local, levantando questões sobre o uso de espaços religiosos para práticas de outras tradições de fé. Enquanto alguns apoiam a iniciativa como um gesto de diálogo inter-religioso, outros expressam desconforto com a realização de rituais de umbanda em um ambiente católico.
A umbanda é uma religião brasileira que sincretiza elementos de diversas tradições, incluindo o catolicismo, religiões africanas e espiritismo. A convivência e o respeito mútuo entre diferentes expressões religiosas são temas recorrentes no país, destacando a importância do diálogo e da compreensão entre as diversas comunidades de fé.