
Nos dois primeiros meses de 2025, o Brasil apresentou uma redução significativa de 68,6% no número de casos prováveis de dengue em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Foram registrados aproximadamente 502 mil casos e 235 mortes confirmadas pela doença, enquanto em 2024, considerado o ano da pior epidemia de dengue da história do país, o número havia chegado a 1,6 milhão de casos e 1.356 mortes confirmadas.
Apesar da redução nacional, o cenário em São Paulo é alarmante, já que o estado apresentou aumento de 7,3% em relação ao ano passado. Em 2025, foram confirmados 291 mil casos prováveis e 176 mortes no estado paulista, comparados a 271 mil casos e 226 mortes no mesmo período de 2024.
O Ministério da Saúde atribui esse aumento preocupante à circulação do sorotipo 3 da dengue, que voltou a circular no país após 15 anos. Esse sorotipo é considerado especialmente perigoso por sua maior capacidade de provocar formas graves da doença. Historicamente, a introdução desse sorotipo no Brasil entre 2000 e 2002 já havia causado epidemias significativas.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) também emitiu alerta sobre o risco de epidemias em diversos países da América Latina devido à circulação do sorotipo 3, que já foi detectado em nações como Argentina, México, Colômbia e Peru.
As autoridades reforçam a importância das medidas preventivas, como eliminação dos focos de água parada, uso de repelentes e instalação de telas em residências. A recomendação é buscar imediatamente assistência médica diante de sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sinais de sangramento.



