Pernambuco quadruplica número de Cozinhas Comunitárias e alcança 221 unidades

Foto: Thais Estevam/SAS

O Governo de Pernambuco alcançou um marco histórico na política de segurança alimentar com a expansão do Programa Bom Prato. Desde 2023, o número de Cozinhas Comunitárias em funcionamento no estado quadruplicou, passando de 55 para 221 unidades.

As duas inaugurações mais recentes foram em Catende e Orobó, ampliando a rede que já distribuiu mais de 17,1 milhões de refeições gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade. Apenas nos últimos dois anos, foram implantadas 166 novas cozinhas.

Impacto social e histórico

Segundo o secretário de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, Carlos Braga, o avanço é resultado da prioridade dada ao enfrentamento da fome:

“Quadruplicar o número de cozinhas comunitárias em menos de dois anos é uma conquista que só foi possível graças ao trabalho conjunto entre o Estado e os municípios. O Governo tem se esforçado para que os recursos cheguem a quem realmente precisa.”

Esse esforço já apresenta resultados concretos. Em 2024, Pernambuco registrou a menor taxa de internações por desnutrição da sua história, com queda de 20% em relação a 2023 e 29% em comparação a 2022, segundo dados do Ministério da Saúde.

No cenário nacional, o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, reduzindo a insegurança alimentar para menos de 2,5% da população. Em Pernambuco, programas como o Bom Prato e o Mães de Pernambuco — que já beneficiou mais de 130 mil mulheres com transferências diretas de renda — têm sido fundamentais nesse avanço.

Novas unidades em Catende e Orobó

Em Catende, foi inaugurada a Cozinha Comunitária Gilda Ferreira de França, no bairro Canaã, funcionando das 8h às 13h e oferecendo almoços gratuitos diariamente. A equipe conta com seis profissionais, sendo esta a terceira unidade da cidade.

Já em Orobó, a nova unidade recebeu o nome de Severina Gomes da Silva, na Vila Chã do Rocha. O funcionamento será das 8h às 16h, com oferta de almoço e cinco profissionais responsáveis. É a segunda cozinha comunitária do município.

Cofinanciamento e metas

Cada unidade recebe R$ 50 mil de investimento inicial para adequações e compra de equipamentos, além de um repasse mensal de R$ 20 mil para custeio. Em contrapartida, os municípios devem garantir a oferta mínima de 200 refeições gratuitas por dia, com qualidade nutricional e regularidade.