
O Mutirão Nacional do Programa Agora Tem Especialistas realizou, no último sábado (13), 682 atendimentos em Pernambuco, incluindo cirurgias eletivas, consultas com especialistas, exames e outros procedimentos. A ação aconteceu em dois hospitais universitários federais do estado: o Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE), no Recife, e o Hospital Universitário da Univasf (HU-Univasf), em Petrolina.
No HC-UFPE, foram 483 atendimentos, com destaque para 45 cirurgias eletivas, 65 consultas e 373 exames e procedimentos. Já no HU-Univasf, foram registrados 199 atendimentos, distribuídos em 14 cirurgias, 139 consultas e 46 exames e procedimentos.
Mobilização nacional
A iniciativa ocorreu de forma simultânea em todo o país, envolvendo 45 hospitais universitários federais ligados à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), em parceria com o Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 5 mil profissionais de saúde – entre médicos, enfermeiros, técnicos e estudantes – foram mobilizados para atender a população.
No Brasil, o balanço aponta 34.290 procedimentos realizados, superando em 15% a expectativa inicial de 29 mil. Foram 1.666 cirurgias, 4.043 consultas e 28.581 exames e procedimentos. Os números representam um crescimento de 175% em relação à primeira edição, realizada em julho, que havia registrado pouco mais de 12 mil atendimentos.
O próximo mutirão nacional, chamado de “Dia E”, está previsto para dezembro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou a ação em Brasília, destacou a importância da iniciativa:
“Foram anos para construir a possibilidade de o povo mais pobre ter direito a especialistas. É um milagre que está acontecendo neste país para garantir igualdade de condições. A doença não espera, e esse programa busca oferecer o atendimento com a qualidade que o povo precisa.”
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a abrangência:
“É o maior mutirão nacional da história do SUS, não só pela quantidade, mas também pela diversidade de atendimentos, incluindo procedimentos complexos e exames como tomografia, ressonância e ultrassonografia.”
Já o ministro da Educação, Camilo Santana, enfatizou o impacto para quem aguarda na fila do SUS:
“O governo está trazendo dignidade a quem espera meses ou até mais de um ano por um exame ou cirurgia. Mobilizamos a maior rede de hospitais universitários públicos do Sul Global.”
O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, completou:
“Assumimos o compromisso de não apenas realizar três grandes mutirões, mas também de aumentar em 40% a produção cirúrgica nos hospitais universitários.”



