Dom Helder Câmara é homenageado no Cristo Redentor e ganha novo centro de documentação no Recife

Foto: Divulgação

O Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, em parceria com o Instituto Redemptor, prestou uma homenagem especial a dom Helder Câmara no último domingo (21). A imagem do arcebispo emérito de Olinda e Recife foi projetada no monumento ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em uma noite marcada também pela inauguração do Centro de Documentação Dom Helder Câmara (Cedohc), no centro do Recife.

O Cedohc foi criado para preservar e catalogar o vasto legado deixado por dom Helder em testamento ao Instituto Dom Helder Câmara (IDHeC). O acervo reúne sua produção intelectual e espiritual, incluindo livros e traduções, meditações, transcrições, manuscritos, discursos e circulares escritas desde o início do Concílio Vaticano II, em 1962, até os anos 1980. Entre os materiais, há ainda gravações do programa de rádio Um Olhar sobre a Cidade e diversas publicações sobre sua vida e obra.

A nova sede do centro fica no Edifício Arquiteto Zildo Sena Caldas, ao lado da Igreja das Fronteiras, no bairro da Boa Vista. O espaço passa a receber, de forma organizada e segura, o acervo que desde 2020 estava sob a guarda da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), após o antigo prédio sofrer invasão e atos de vandalismo que colocaram em risco o material histórico.

Celebração marcada por fé e reconhecimento

A inauguração contou com a presença do arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson, que presidiu uma Missa em Ação de Graças após a cerimônia. Estiveram presentes também o prefeito do Recife, João Campos (PSB), representantes da prefeitura, parlamentares municipais e federais, membros do Conselho Curador e Associados do IDHeC, além de amigos, admiradores e parceiros da obra de dom Helder.

Apoio internacional para viabilizar a obra

A construção e adaptação do novo espaço só foram possíveis graças ao apoio financeiro de sete instituições europeias: Brasilien Initiave, Misereor, Adveniat, Arquidiocese de Colônia, Lazaristen, Franziskaner Helfen e Diocese de Freiburg. Parceiros locais contribuíram com as etapas finais, como pintura, ambientação e decoração, além da aquisição da plataforma de acessibilidade.