Recife está entre as capitais que tiveram queda no custo da cesta básica em novembro

Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

O custo da cesta básica de alimentos ficou mais barato em 24 das 27 capitais brasileiras em novembro, na comparação com outubro. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça feira, 9 de dezembro, pela Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Dieese.

Em Recife, a cesta básica teve redução de 1,53 por cento em novembro e passou a custar 598 reais e 73 centavos.

Cinco dos doze itens ficaram mais baratos em Recife

Na capital pernambucana, cinco dos doze produtos que compõem a cesta básica registraram queda no preço médio entre outubro e novembro:
tomate, com recuo de 18,50 por cento,
arroz agulhinha, com queda de 3,50 por cento,
manteiga, com redução de 1,75 por cento,
açúcar cristal, com diminuição de 1,40 por cento,
pão francês, com leve baixa de 0,28 por cento.

Os demais itens tiveram alta ou variação muito pequena: óleo de soja subiu 5,02 por cento, banana avançou 1,53 por cento, carne bovina de primeira aumentou 1,28 por cento, leite integral teve alta de 1,05 por cento, farinha de mandioca subiu 0,85 por cento, feijão carioca ficou 0,57 por cento mais caro e o café em pó aumentou 0,51 por cento.

Acumulado do ano em Recife

No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, seis produtos apresentaram queda na capital pernambucana:
arroz agulhinha, com recuo de 30,16 por cento,
leite integral, com queda de 11,62 por cento,
açúcar cristal, com diminuição de 7,84 por cento,
feijão carioca, com baixa de 5,14 por cento,
tomate, com queda de 5,12 por cento,
farinha de mandioca, com redução de 2,80 por cento.

Entre as altas no mesmo período estão o café em pó, que subiu 48,16 por cento, a banana, com aumento de 26,70 por cento, o pão francês, com alta de 5,32 por cento, a manteiga, com 3 por cento de elevação, o óleo de soja, com 2,45 por cento, e a carne bovina de primeira, com crescimento de 1,14 por cento.

Variação em 12 meses

Na comparação de 12 meses, de novembro de 2024 a novembro de 2025, Recife registrou queda em cinco dos doze produtos:
arroz agulhinha, com recuo de 30,08 por cento,
leite integral, com queda de 11,76 por cento,
açúcar cristal, com diminuição de 8,44 por cento,
feijão carioca, com baixa de 8,24 por cento,
farinha de mandioca, com redução de 6,04 por cento.

Subiram o café em pó, com alta de 48,53 por cento, a banana, com aumento de 24,17 por cento, o óleo de soja, com elevação de 9,36 por cento, a carne bovina de primeira, com 6,65 por cento, o pão francês, com 4,69 por cento, o tomate, com 2,53 por cento, e a manteiga, com 0,47 por cento de alta.

Cenário nacional em novembro

Em nível nacional, o valor da cesta básica caiu entre outubro e novembro em 24 das 27 capitais acompanhadas pela pesquisa. As maiores quedas foram registradas em Macapá, com recuo de 5,28 por cento, Porto Alegre, com 4,10 por cento, Maceió, com 3,51 por cento, Natal, com 3,40 por cento, e Palmas, com 3,28 por cento.

No acumulado do ano, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, nove capitais apresentaram redução no preço da cesta básica, com destaque para Brasília, com queda de 5,35 por cento, Natal, com 4,20 por cento, e Aracaju, com 2,88 por cento.

Comportamento dos principais produtos no país

O arroz agulhinha ficou mais barato entre outubro e novembro de 2025 em todas as 27 capitais, com variações que vão de 10,27 por cento de queda em Brasília a 0,34 por cento em Palmas.

O tomate teve redução de preço em 26 capitais, com recuos entre 27,39 por cento em Porto Alegre e 3,21 por cento em Boa Vista. Apenas Rio Branco registrou leve alta de 0,11 por cento. O aumento da oferta, especialmente pela maturação dos frutos, ajudou a derrubar os preços no varejo.

O açúcar cristal apresentou queda em 24 capitais, com destaque para Boa Vista, com baixa de 6,22 por cento, e Aracaju, com 6,09 por cento. A redução está ligada à queda de preços no mercado internacional e ao aumento da oferta no período de safra.

O leite integral ficou mais barato em 24 das 27 cidades pesquisadas. As reduções variaram de 7,27 por cento em Porto Alegre a 0,28 por cento em Rio Branco. A maior oferta no campo e a importação de derivados contribuíram para essa movimentação.

O café em pó teve queda em 20 capitais, especialmente em São Luís, com redução de 5,09 por cento, Campo Grande, com 3,39 por cento, e Belo Horizonte, com 3,12 por cento. A boa produtividade das lavouras e a lentidão nas negociações de tarifas americanas influenciaram a baixa nos preços ao consumidor.

Comparação em 12 meses nas capitais com série histórica

A análise do período de novembro de 2024 a novembro de 2025 só é possível para as 17 capitais em que o Dieese já realizava o levantamento no ano passado: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

Em todas essas capitais, o arroz agulhinha ficou mais barato no intervalo de 12 meses, com quedas entre 40,22 por cento em Brasília e 21,77 por cento em Aracaju.

O açúcar cristal teve redução em 14 das 17 capitais, com destaque para Belém, com recuo de 30,67 por cento, e Brasília, com queda de 18,71 por cento.

A batata, pesquisada nas 10 capitais do Centro Sul, também registrou queda em todas elas, com variações entre 52,45 por cento em Campo Grande e 30,70 por cento em Vitória.

O leite integral apresentou redução de preço em todas as capitais avaliadas, com quedas que vão de 11,76 por cento em Recife a 1,33 por cento em Fortaleza.

Parceria entre Conab e Dieese amplia pesquisa

A partir de 2025, a coleta de preços da cesta básica passou a ser feita em todas as 27 capitais brasileiras, fruto da parceria entre Conab e Dieese. A ampliação fortalece a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

Os primeiros resultados com todas as capitais passaram a ser divulgados em agosto de 2025, com base nos dados levantados em julho.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República