Vaticano celebra missa pelos 3 anos da morte de Bento XVI e recorda legado de “cooperador da verdade”

Foto: Vatican News

Uma missa em memória do papa emérito Bento XVI foi celebrada nesta terça-feira, 30 de dezembro, no Vaticano, na Basílica de São Pedro. A celebração marcou o terceiro aniversário da morte do pontífice, ocorrida em 31 de dezembro de 2022, e reuniu fiéis, sacerdotes e representantes ligados à obra teológica e pastoral de Joseph Ratzinger.

A liturgia foi presidida pelo cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito emérito do antigo dicastério para a Doutrina da Fé, e aconteceu no Altar da Cátedra, um dos locais mais simbólicos da Basílica, associado à missão de ensinar e guardar a fé. A celebração contou com concelebração de sacerdotes e foi acompanhada por fiéis que se uniram em oração pelo descanso eterno do papa emérito.

Também esteve presente o padre Federico Lombardi, presidente da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger Bento XVI, entidade criada para preservar e promover o legado intelectual e espiritual de Bento XVI. A fundação vem desenvolvendo ações para manter viva a contribuição do pontífice à teologia, à formação cristã e ao diálogo entre fé e razão.

Durante a homilia, o cardeal Müller recordou uma das autodefinições mais marcantes de Bento XVI: “cooperador da verdade”, expressão que se tornou uma síntese de sua missão como teólogo, pastor e sucessor de Pedro. A lembrança foi apresentada como um convite para que a Igreja permaneça firme na fé, buscando a verdade com coragem, caridade e fidelidade ao Evangelho.

A celebração também trouxe uma referência ao Papa Leão XIV, com destaque para a inspiração agostiniana do pontífice, reforçando a continuidade espiritual e doutrinal da Igreja e a centralidade de Cristo no magistério.

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Bento XVI morreu no dia 31 de dezembro de 2022, aos 95 anos, após quase dez anos vivendo como papa emérito, em um período inédito na história recente da Igreja. Seu pontificado ficou marcado por uma contribuição intensa ao pensamento católico, pela defesa da fé diante dos desafios do mundo moderno e por uma insistência constante de que a verdade não é imposição, mas encontro com Jesus Cristo.

Para a Igreja, as celebrações em sufrágio têm também um sentido de esperança. Rezar pelos falecidos é um ato de fé na ressurreição e de caridade cristã. No caso de Bento XVI, é também uma forma de agradecer por uma vida inteira dedicada à Palavra, à liturgia e ao serviço do Evangelho.

A missa desta terça-feira integra a programação anual que recorda a figura do papa emérito e mantém vivo, na oração e na memória do povo de Deus, o testemunho de um homem que buscou, acima de tudo, ser fiel à verdade que salva.