Mensagem para o 34º Dia Mundial do Doente usa o Bom Samaritano como exemplo de amor que se aproxima, cuida e assume responsabilidade. Celebração principal será em Chiclayo, no Peru, de 9 a 11 de fevereiro

Na mensagem para o 34º Dia Mundial do Doente, celebrado em 11 de fevereiro, o papa Leão XIV chamou a atenção para um ponto direto: o amor cristão não é passivo. Para ele, compaixão de verdade não fica no discurso, ela se torna ação concreta, com gente que se aproxima, se inclina, cuida e não foge da responsabilidade diante da dor do outro.
O texto retoma a parábola do Bom Samaritano como imagem central. Na leitura do papa, o samaritano não faz um comentário à distância, nem segue adiante fingindo não ver. Ele interrompe o caminho, se envolve e assume o custo do cuidado, um retrato do amor que se traduz em gestos, especialmente quando a pessoa está fragilizada pela doença.
Leão XIV também destaca que a misericórdia tem dimensão social. Ou seja, não se limita ao atendimento individual, mas toca estruturas, escolhas coletivas e a forma como a sociedade trata quem sofre. Nesse ponto, ele recorda a Fratelli tutti, do papa Francisco, reforçando que fraternidade e cuidado precisam aparecer na vida real, sobretudo ao lado dos mais vulneráveis.
Chiclayo no centro da celebração
Uma novidade deste ano é o local da celebração principal. A programação internacional do Dia Mundial do Doente será realizada em Chiclayo, no Peru, de 9 a 11 de fevereiro, diocese onde Leão XIV já foi bispo.
A escolha reforça o tom pastoral da mensagem: para o papa, amar é ir ao encontro, e a Igreja é chamada a fazer isso não só com palavras, mas com presença, serviço e proximidade com quem está ferido no corpo e na alma.



