Procissão das Velas reúne fiéis em Lourdes às vésperas da festa de Nossa Senhora e do Dia Mundial do Doente

A Procissão das Velas, no dia 10 de fevereiro, em Lourdes. | Crédtio: EWTN.

A tradicional Procissão das Velas foi realizada no Santuário de Lourdes, na França, na véspera do Dia de Nossa Senhora de Lourdes, celebrado em 11 de fevereiro. A data também marca o Dia Mundial do Doente, reforçando o sentido espiritual do santuário, historicamente ligado aos enfermos e à busca por cura e consolo.

Um santuário marcado pela dor e pela esperança

A história de Lourdes está profundamente conectada aos doentes desde as aparições de 1858, quando Santa Bernadette afirmou ter visto Nossa Senhora. Ao longo das décadas, o local se tornou um dos principais destinos de peregrinação do mundo, especialmente para quem enfrenta enfermidades. O santuário reconhece oficialmente 72 milagres associados a Lourdes, reforçando a dimensão de fé que move milhões de peregrinos.

Procissão extraordinária por causa do clima

Por causa da instabilidade do clima, a Procissão das Velas aconteceu de forma extraordinária. A imagem de Nossa Senhora seguiu acompanhada por bandeiras de delegações, representando diferentes países e grupos de peregrinos. O rosário foi rezado em diversos idiomas, num clima de unidade e devoção, mesmo com as adaptações necessárias.

O chamado do papa Leão XIV para cuidar de quem sofre

Na mensagem para este ano, o papa Leão XIV propôs a imagem do bom samaritano como referência para a vivência cristã diante da dor humana. Ele alertou para a cultura do descarte e da indiferença e reforçou a necessidade de caridade e compaixão com quem sofre, especialmente os enfermos e os mais vulneráveis.

Fé que se traduz em presença e cuidado

A celebração em Lourdes, unindo a Procissão das Velas, a festa de Nossa Senhora e o Dia Mundial do Doente, reforça um apelo que atravessa gerações: a fé não se limita à oração, mas se traduz em presença, cuidado e acolhimento. Em Lourdes, a luz das velas volta a simbolizar essa esperança que não apaga, mesmo quando a fragilidade humana parece falar mais alto.