Professores da rede municipal do Recife aprovam estado de greve e convocam protesto no Centro

Categoria rejeita proposta de reajuste apresentada pela Prefeitura e cobra aplicação integral do Piso Nacional do Magistério com retroatividade a janeiro

Foto: Kleyvson Santos/PCR

Professoras e professores da rede municipal do Recife aprovaram estado de greve durante assembleia realizada na tarde desta quarta-feira no Teatro Boa Vista, no Centro da capital pernambucana.

A decisão foi tomada após a categoria rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura do Recife. De acordo com o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), a gestão municipal propôs um aumento parcelado de 3% a partir de junho e mais 2,4% em agosto, sem pagamento retroativo ao mês de janeiro, que é a data-base da categoria.

O sindicato afirma que a proposta não atende à reivindicação dos professores, que pedem a aplicação do reajuste definido pelo Piso Salarial Nacional do Magistério, fixado em 5,4%, com repercussão em toda a carreira e pagamento retroativo ao início do ano.

Segundo a diretora do Simpere, Anna Davi, a ausência do retroativo representa perda salarial direta para os profissionais da educação. A dirigente sindical também criticou a falta de proposta de reajuste para o ticket alimentação da categoria, que integra a pauta de negociação da campanha salarial.

Com a aprovação do estado de greve, os professores decidiram intensificar a mobilização. Um ato público foi marcado para esta quinta-feira à tarde, em frente à sede da Prefeitura do Recife, no Centro da cidade, como forma de pressionar por uma nova proposta de negociação.

O estado de greve é considerado um alerta antes da paralisação total das atividades e indica que a categoria pode deflagrar greve caso não haja avanço nas negociações.

Procurada, a Prefeitura do Recife informou que ainda não recebeu notificação oficial sobre paralisação das atividades por parte dos professores da rede municipal.

A mobilização ocorre em meio à campanha salarial da categoria, que busca garantir a aplicação do piso nacional do magistério e melhorias nas condições de trabalho e remuneração dos profissionais da educação pública.