Proposta recebeu maioria dos votos presentes, mas não atingiu o quórum mínimo exigido para aprovação e foi arquivada

A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta segunda-feira, 27 de abril, o projeto de decreto legislativo que concederia ao ator, diretor e produtor Wagner Moura o título de Cidadão do Recife. A proposta precisava do apoio de três quintos dos vereadores, o equivalente a 23 votos favoráveis, mas recebeu 16 votos a favor e 7 contrários. Com o resultado, a matéria foi arquivada.
O projeto era de autoria do vereador Carlos Muniz, do PSB, e havia sido aprovado anteriormente na Comissão de Legislação e Justiça da Casa. A homenagem foi apresentada em reconhecimento à atuação de Wagner Moura no filme O Agente Secreto, produção ambientada no Recife dos anos 1970 e dirigida por Kleber Mendonça Filho.
Na justificativa da proposta, o autor defendia que o trabalho do ator ajudou a projetar a cultura recifense no cenário nacional e internacional. Segundo a argumentação apresentada quando o projeto foi protocolado, Wagner Moura teria mergulhado na história e na identidade da cidade para interpretar seu personagem, contribuindo para valorizar elementos locais retratados no longa.
Durante a discussão em plenário, a proposta gerou debate entre os vereadores sobre os critérios para concessão de títulos honoríficos. Parlamentares favoráveis destacaram a relevância artística de Wagner Moura e a visibilidade dada ao Recife por meio do cinema. Já os críticos questionaram se a homenagem teria impacto prático para a população e se o ator atendia aos requisitos de contribuição direta à cidade.
O título de Cidadão do Recife é uma honraria concedida a pessoas que, mesmo não tendo nascido na capital pernambucana, tenham prestado serviços considerados relevantes ao município ou à sua população. No caso de Wagner Moura, a maioria dos vereadores presentes votou a favor da proposta, mas o número foi insuficiente por causa da exigência de quórum qualificado.
Com o arquivamento, Wagner Moura não receberá a homenagem pela Câmara do Recife. O episódio, no entanto, ampliou a discussão sobre o papel das honrarias concedidas pelo Legislativo municipal e sobre quais critérios devem orientar esse tipo de reconhecimento público.



