Primeiro trem adquirido para reforçar o Metrô do Recife já está a caminho de Pernambuco

Foto: Divulgação/CBTU

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) confirmou que o primeiro dos trens adquiridos para reforçar a operação do Metrô do Recife já saiu de Belo Horizonte e está sendo transportado para Pernambuco. A composição deixou Minas Gerais na última sexta-feira e deve chegar entre os dias 15 e 19 de maio. A previsão é que o equipamento comece a operar na Linha Sul já no mês de junho.

A chegada dos novos trens faz parte de uma medida emergencial para evitar um possível colapso operacional do sistema metroviário recifense, principalmente na Linha Sul, que atualmente transporta cerca de 60 mil passageiros por dia. Segundo a CBTU, estudos internos apontavam risco real de paralisação parcial da linha até 2027 por conta da redução da frota disponível.

Ao todo, seis composições vindas do metrô de Belo Horizonte serão incorporadas ao sistema do Recife nesta primeira etapa. O investimento inicial é de aproximadamente R$ 60 milhões, com recursos do Novo PAC, programa do Governo Federal voltado para obras e investimentos em infraestrutura.

De acordo com a CBTU, a compra de trens usados foi a alternativa encontrada para garantir uma solução rápida. A estatal explicou que a aquisição de composições novas exigiria um prazo de pelo menos dois anos para fabricação e entrega, além de um custo muito maior. Cada trem novo custaria cerca de R$ 65 milhões.

A companhia também informou que os trens adquiridos em Minas Gerais estão em boas condições operacionais e possuem tecnologia compatível com a utilizada no Recife, o que facilita a integração ao sistema local. As composições foram fabricadas entre 1996 e 2002 e estavam em operação no metrô mineiro até recentemente.

Segundo a CBTU, a previsão é de que os demais trens sejam enviados gradualmente entre julho e setembro, permitindo que toda a nova frota esteja em funcionamento até o fim deste ano. A expectativa é ampliar a confiabilidade do sistema e reduzir o risco de paralisações provocadas pela idade avançada dos atuais equipamentos.