Pernambuco tem 14 trechos de praias impróprios para banho; todos os pontos analisados em Olinda têm restrição

Levantamento da CPRH avaliou 27 pontos do litoral; restrições atingem praias de seis municípios pernambucanos

Foto: LÉO FREITAS /JC IMAGEM

Quatorze dos 27 trechos de praias monitorados pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) em Pernambuco estão classificados como impróprios para banho. O levantamento considera amostras coletadas nos dias 31 de agosto e 1º de setembro e é válido até esta quinta-feira (10).

Os pontos considerados inadequados estão localizados em seis municípios: Itamaracá, Paulista, Olinda, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.

A situação chama atenção em Olinda, onde todos os quatro pontos monitorados pela CPRH estão impróprios. As restrições atingem trechos das praias de Rio Doce, Bairro Novo, Carmo e Milagres.

No Recife, estão impróprios um trecho da Praia do Pina e outro de Boa Viagem, na altura do Posto 8. O ponto monitorado no Posto 15 de Boa Viagem foi considerado próprio para banho.

Em Paulista, a restrição alcança a Praia de Maria Farinha, em frente ao Cabanga Iate Clube, e dois pontos da Praia do Janga. Em Jaboatão dos Guararapes, aparecem na lista trechos das praias de Candeias e Barra de Jangadas.

No Cabo de Santo Agostinho, estão impróprios pontos de Enseada dos Corais e Gaibu. Já na Ilha de Itamaracá, a restrição é para um trecho da Praia de Jaguaribe.

COMO É FEITA A ANÁLISE

A CPRH realiza o monitoramento semanalmente e analisa a concentração de enterococos na água, seguindo os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Um trecho pode ser considerado impróprio quando não atende aos parâmetros exigidos para a classificação como próprio ou quando a última amostra apresenta concentração superior a 400 enterococos por 100 mililitros de água.

Além de respeitar a sinalização nos locais classificados como impróprios, a orientação é evitar o banho de mar nas 24 horas seguintes às chuvas. A água da chuva pode transportar esgoto, resíduos e outros contaminantes para o mar, aumentando os riscos à saúde dos banhistas.

Um novo boletim de balneabilidade deverá atualizar a situação das praias pernambucanas.