Arpe homologa reajuste e passagem do Bilhete Único no Grande Recife sobe para R$ 4,50 a partir de 1º de fevereiro

Conselho aprovou aumento de 4,46% no dia 15 de janeiro; Consórcio diz que tarifa técnica seria de R$ 6,14 e MPPE abriu apuração sobre a reunião que definiu o reajuste

Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

A Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) homologou o realinhamento tarifário do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife. Com a decisão, o Bilhete Único, correspondente ao Anel A, passa a custar R$ 4,50 a partir de 1º de fevereiro.

O reajuste foi aprovado pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), em reunião realizada em 15 de janeiro, com percentual de 4,46%. Na prática, o valor do Anel A sobe e chega a R$ 4,50, conforme a tabela homologada e publicada oficialmente.

Além do Bilhete Único, a atualização também atinge outras tarifas do sistema. Entre elas, o Anel G, que passa para R$ 3,00, e linhas dos serviços opcional e especial, com novos valores válidos na mesma data.

Tarifa técnica, subsídios e promessa de ônibus elétricos

Em meio ao anúncio do novo valor ao passageiro, o Grande Recife Consórcio de Transporte sustenta que o custo real para cobrir integralmente a operação do sistema seria maior. Estudos apresentados ao conselho indicaram tarifa técnica de R$ 6,14, considerando despesas como combustível, salários, manutenção da frota e operação do sistema.

Para reduzir o impacto no bolso do usuário, o consórcio aponta a manutenção de subsídios e isenções pelo Governo de Pernambuco, citando aporte de cerca de R$ 500 milhões e a previsão de 100 ônibus elétricos com ar-condicionado para reforçar a frota da RMR.

MPPE dá prazo e apura possíveis irregularidades

O reajuste, porém, também entrou no radar do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O órgão instaurou procedimento para apurar suspeitas de irregularidades na reunião do CSTM que aprovou o aumento e fixou prazo de 10 dias para que governo do estado e o Grande Recife prestem esclarecimentos.

Segundo as informações divulgadas, a apuração foi aberta após representações, e entre os pontos levantados estão o envio de documentos com prazo curto para análise, questionamentos sobre a condução da sessão e alegações de possível conflito de interesses envolvendo integrantes do colegiado.

Enquanto o MPPE reúne informações, a homologação da Arpe mantém a nova tabela tarifária confirmada para entrar em vigor em 1º de fevereiro, conforme o calendário anunciado.