Bilhete Único vai subir para R$ 4,47 no Grande Recife; decisão teve protestos e pode ir à Justiça

Foto: Paulo Maciel/Divulgação/Grande Recife Consórcio de Transporte

A tarifa do Bilhete Único do transporte público do Grande Recife vai aumentar e deve passar a custar R$ 4,47, após um reajuste de 4,46% aprovado nesta quinta-feira, 15 de janeiro, durante reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM). A decisão ocorreu em meio a protestos e contestação de entidades que cobram melhorias no serviço e mais debate antes de qualquer novo aumento.

Apesar do valor já ter sido divulgado, a nova tarifa ainda depende do arredondamento oficial e da homologação final da Arpe (Agência de Regulação de Pernambuco). Com isso, o preço final pode sofrer um pequeno ajuste antes de ser confirmado e passar a valer para a população.

A previsão é que a mudança entre em vigor a partir de 1º de fevereiro, caso a homologação seja concluída dentro do prazo.

Reação imediata e anúncio de judicialização

A votação do reajuste foi acompanhada por manifestações e forte crítica de movimentos sociais. A Frente de Luta pelo Transporte Público anunciou que vai judicializar a decisão, alegando que a população não pode continuar pagando mais caro sem enxergar retorno em qualidade, conforto e regularidade dos ônibus.

O movimento também demonstra preocupação com o arredondamento, que pode influenciar o valor final cobrado ao passageiro.

Quanto vai custar, na prática?

Com o reajuste aprovado, o Bilhete Único sai do valor atual e passa para R$ 4,47, mas o preço ainda pode ser ajustado após a etapa de arredondamento e validação oficial. Além do Bilhete Único, outros valores do sistema metropolitano também devem ser atualizados, mas o detalhamento completo será divulgado apenas depois da homologação.

Próximos passos

Agora, o processo entra na fase final, com a necessidade de:

  1. Homologação da Arpe
  2. Definição do valor oficial após arredondamento
  3. Publicação da tabela atualizada
  4. Início da cobrança no sistema, com data prevista para 1º de fevereiro

Enquanto isso, a promessa de judicialização deve levar o tema para a Justiça e aumentar a pressão sobre os órgãos responsáveis pela gestão do transporte público na Região Metropolitana do Recife.