Pesquisa do Procon Pernambuco aponta aumento de 1,5% em maio e reforça tendência de encarecimento dos alimentos ao longo de 2026.

O custo da cesta básica voltou a subir na Região Metropolitana do Recife, aumentando a pressão sobre o orçamento das famílias pernambucanas. Levantamento realizado pelo Procon Pernambuco entre os dias 25 e 29 de maio identificou um reajuste de 1,5% nos preços dos produtos essenciais em comparação com o mês anterior.
Com o novo aumento, já são quatro altas registradas ao longo de 2026, refletindo um cenário de encarecimento contínuo dos itens básicos de alimentação. O avanço dos preços preocupa consumidores, especialmente aqueles com renda mais baixa, que destinam uma parcela significativa do orçamento à compra de alimentos.
Os aumentos acumulados ao longo do ano evidenciam a dificuldade enfrentada pelas famílias para manter o poder de compra. Em fevereiro, a cesta básica já havia registrado elevação de 4,84%. Em março, embora o Procon Pernambuco não tenha realizado pesquisa, dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontaram aumento de 6,97% no Recife.
Naquele período, a capital pernambucana apresentou o terceiro maior crescimento no preço da cesta básica entre as capitais brasileiras pesquisadas, ficando atrás apenas de Manaus e Salvador. O resultado colocou Recife entre as cidades mais impactadas pela alta dos alimentos no país.
Especialistas apontam que fatores como condições climáticas, custos de produção, transporte e distribuição podem influenciar diretamente os preços dos produtos que compõem a cesta básica. Itens como arroz, feijão, óleo, carnes e hortifrutigranjeiros costumam ser os mais sensíveis às oscilações do mercado.
Diante dos sucessivos reajustes, consumidores têm buscado alternativas para economizar, como pesquisar preços, substituir marcas e reduzir o consumo de determinados produtos. Enquanto isso, a expectativa é de que os próximos levantamentos indiquem se haverá desaceleração nas altas ou a continuidade da pressão sobre os preços dos alimentos essenciais.



