
O delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Márcio Rocha Leite, pediu exoneração do cargo que ocupava desde janeiro de 2024. A saída foi oficializada nesta sexta-feira (7) no Diário Oficial do Estado. Quando assumiu a função, a governadora Raquel Lyra (PSD) enfrentou críticas por promover mudanças no comando das polícias Civil e Militar a apenas 15 dias do Carnaval — apesar disso, a festa transcorreu sem incidentes ligados à troca.
A decisão de Márcio Rocha ocorre em um momento delicado para a corporação. Nesta semana, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) anunciou o início da Operação Padrão a partir de dezembro, com possibilidade de greve entre janeiro e fevereiro de 2026. A categoria cobra melhores salários, estrutura adequada e reclama da falta de tokens, dispositivos necessários para registrar ocorrências — o que tem prejudicado a alimentação dos dados oficiais de segurança pública no estado.
Em nota, o sindicato criticou duramente o governo estadual:
“As promessas de valorização e do ‘maior investimento da história’ se transformaram em silêncio, propaganda enganosa e maquiagem de números. Em três anos de gestão, Raquel Lyra não cumpriu nenhum dos compromissos assumidos com os policiais civis. Enquanto o governo foge do diálogo, os policiais seguem pagando para trabalhar, sem estrutura, recebendo o pior salário do Brasil, sem efetivo, e a população sofre com o avanço do crime organizado e da violência”, afirmou o Sinpol.
Com a exoneração, quem assume o comando da Polícia Civil de Pernambuco é o delegado Felipe Monteiro Costa, que atuava como gerente-geral do Centro Integrado de Inteligência. Ele passa a exercer as novas funções a partir desta sexta-feira.



