Tragédia deixou duas pessoas mortas e várias feridas; Defesa Civil realiza vistoria no local nesta segunda-feira (20).

O idoso José de Lima, de 67 anos, permanece internado em estado grave no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, área central do Recife, após o desabamento de um conjunto residencial em Ouro Preto, Olinda, na manhã do domingo (19). Ele foi socorrido de helicóptero e sofreu queimaduras em 85% do corpo.
Segundo o major Melquizedek Calado, do Corpo de Bombeiros, a operação de resgate foi complexa devido à estrutura do local, que abrigava várias moradias em um espaço reduzido. “No térreo havia cinco residências e no primeiro andar, três. Ao todo, foram 12 vítimas, e socorremos cinco. As demais foram retiradas por populares ou estavam presas no pavimento superior”, afirmou.
A tragédia deixou duas pessoas mortas. A primeira vítima identificada foi Cláudio dos Anjos da Silva, de 40 anos, encontrado sem vida nos escombros. A segunda foi Luzinete dos Santos Lima, de 69 anos, cujo corpo foi localizado após cerca de 10 horas de trabalho de resgate. Outros moradores que estavam no local foram socorridos, alguns recebendo atendimento médico no próprio local do acidente.
A Defesa Civil informou que realizará, nesta segunda-feira (20), uma vistoria estrutural em três residências próximas ao conjunto, que precisaram ser interditadas por risco de desabamento. A avaliação, marcada para as 9h, também incluirá um levantamento das famílias afetadas e a busca por objetos pessoais que serão devolvidos aos proprietários. Os moradores que perderam documentos receberão apoio para emissão de novas identidades.
Moradores relataram ter ouvido uma explosão antes do colapso, mas a causa do desabamento ainda será investigada. “Qualquer conclusão sobre o que levou a residência a colapsar é prematura. Neste momento, nosso foco é o resgate das famílias e a proteção da vida”, afirmou o secretário de Defesa Civil de Olinda, Carlos Albuquerque.
O Corpo de Bombeiros destacou que a operação foi dificultada pela necessidade de localizar as vítimas entre os escombros. “Precisávamos entender onde cada pessoa estava e, em seguida, enfrentar a dificuldade de remover os destroços”, explicou o major Calado.
As investigações continuam, e o local seguirá isolado até a conclusão dos trabalhos das equipes de segurança e assistência social.



