Levantamento da Serasa mostra que mais de 3,6 milhões de pernambucanos estavam com dívidas em atraso em março

Mais da metade da população adulta de Pernambuco estava inadimplente em março deste ano, segundo levantamento da Serasa. O estado registrou 3.679.641 pessoas com dívidas em atraso, o equivalente a 50,8% dos adultos pernambucanos.
O percentual coloca Pernambuco acima da média nacional de inadimplência. No Brasil, o levantamento apontou 75,7 milhões de pessoas inadimplentes em março, com crescimento de 1,02% em relação ao mês anterior. O total representa 46,6% da população adulta do país.
As mulheres são maioria entre os inadimplentes. De acordo com a Serasa, elas representam 50,3% das pessoas com dívidas em atraso, enquanto os homens correspondem a 49,7%. A maior concentração está na faixa de 41 a 60 anos, seguida pelo grupo de 26 a 40 anos.
O setor financeiro concentra a maior parte das dívidas dos brasileiros. Bancos e cartões de crédito aparecem como os principais responsáveis pelos débitos negativados, reforçando o peso dos juros, do crédito rotativo e dos empréstimos no orçamento das famílias.
Entre os motivos que levam ao endividamento, o desemprego e a perda de renda aparecem entre os principais fatores. A dificuldade de manter as contas em dia também é agravada por gastos emergenciais, falta de reserva financeira e aumento do custo de vida.
O cenário preocupa porque a inadimplência limita o acesso ao crédito, compromete o consumo das famílias e afeta diretamente a economia. Com o nome negativado, muitos consumidores enfrentam dificuldades para conseguir financiamentos, parcelamentos e até renegociar compromissos básicos.
Especialistas em educação financeira orientam que consumidores endividados façam um levantamento completo das pendências, priorizem contas essenciais e busquem renegociar débitos com juros mais altos. A recomendação é evitar novas parcelas antes de reorganizar o orçamento e buscar acordos que caibam na renda mensal.
Os dados mostram que a inadimplência segue como um dos principais desafios econômicos para as famílias pernambucanas, especialmente em um contexto de renda apertada, crédito caro e orçamento cada vez mais pressionado.



