Na Audiência Geral desta quarta-feira, Pontífice afirmou que o Concílio continua atual e reforçou uma Igreja mais missionária, dialogal e próxima das pessoas.

Durante a Audiência Geral desta quarta-feira (7), no Vaticano, o Papa Leão XIV abriu um novo ciclo de catequeses dedicado ao Concílio Vaticano II, destacando a importância de revisitar os documentos originais para compreender com fidelidade o que a Igreja propôs naquele momento histórico.
O Pontífice afirmou que esse caminho de releitura é uma oportunidade concreta para redescobrir a beleza e a força profética do Concílio, especialmente porque, com o passar do tempo, muitas pessoas acabam conhecendo o Vaticano II apenas por interpretações superficiais, versões incompletas ou até distorcidas.
“O Concílio continua atual”, afirma o Papa
Na catequese, Leão XIV reforçou que o Concílio Vaticano II não é um capítulo encerrado da história da Igreja. Pelo contrário: ele continua atual, porque oferece fundamentos sólidos para os desafios de hoje e aponta uma Igreja comprometida com o Evangelho e mais próxima do coração do povo.
O Papa destacou que, ao reler os textos oficiais do Concílio, fica claro que a proposta da Igreja naquele período segue viva: uma Igreja que evangeliza com coragem, que dialoga com o mundo sem perder sua identidade e que se coloca ao lado das pessoas, com simplicidade e presença real.
Missão, diálogo, justiça e paz
Entre os pontos ressaltados pelo Pontífice, está a insistência no caráter missionário da Igreja e na necessidade de uma fé que não se fecha em si mesma. Leão XIV lembrou que o Concílio reafirma a responsabilidade de anunciar Cristo com renovado ardor e, ao mesmo tempo, cultivar o diálogo, a escuta e a construção da unidade.
Ele também ligou diretamente a missão da Igreja à defesa da dignidade humana, destacando o compromisso cristão com a justiça e a paz em um mundo marcado por desigualdades, conflitos e sofrimento.
Ciclo continua nas próximas semanas
O novo ciclo de catequeses sobre o Vaticano II deve continuar nas próximas Audiências Gerais. A expectativa é que o Papa aprofunde os principais documentos conciliares e ajude os fiéis a compreenderem a riqueza do Concílio, não como teoria, mas como direção para a vida concreta da Igreja hoje.


