
Durante a Audiência Geral desta quarta-feira (17), o Papa Leão XIV expressou sua proximidade ao povo palestino em Gaza, que mais uma vez é forçado a deixar suas terras em meio à escalada do conflito. As palavras do Pontífice foram recebidas com aplausos pelos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.
“Expresso a minha profunda proximidade ao povo palestino em Gaza, que continua a viver no medo e a sobreviver em condições inaceitáveis, obrigado pela força a deslocar-se — mais uma vez — das próprias terras. Diante do Senhor Todo-Poderoso, que ordenou ‘Não matarás’, e à luz de toda a história humana, cada pessoa tem sempre uma dignidade inviolável, a ser respeitada e protegida. Renovo meu apelo por um cessar-fogo, pela libertação dos reféns, por uma solução diplomática negociada e pelo pleno respeito ao direito humanitário internacional. Convido todos a se unirem à minha premente oração, para que em breve possa despontar um amanhecer de paz e justiça.”
Na noite anterior, ao retornar de Castel Gandolfo ao Vaticano, o Papa revelou ter falado por telefone com membros da comunidade católica de Gaza. Segundo ele, muitos moradores não têm para onde ir. “Também falei com o pároco. Por enquanto, eles querem ficar, ainda resistem, mas é preciso realmente buscar outra solução”, afirmou.
Escalada do conflito
Entre a noite de segunda-feira (15) e a madrugada de terça (16), o exército israelense lançou uma invasão em larga escala à Cidade de Gaza, utilizando aviões, drones, mísseis e helicópteros. “Esta operação é apenas o começo”, disseram oficiais militares.
Tanques e forças especiais avançaram para o centro da cidade, onde acredita-se que reféns estejam escondidos. O saldo até agora é de mais de cem mortos e 370 mil palestinos em fuga.
Diante da ofensiva, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Avichay Adraee, anunciou a abertura de uma “rota de trânsito temporária” para o sul da Faixa de Gaza, pela Rua Salah al-Din, liberada das 12h desta quarta até as 12h de sexta-feira (19). Até então, os deslocamentos aconteciam pela estrada costeira, mas a nova passagem é considerada uma artéria vital da região.



