Transferido de Cuiabá, Dom Mário passa a conduzir a arquidiocese que abriga o Santuário Nacional e assume a missão de zelar pela casa da Padroeira do Brasil.

O Papa Leão XIV acolheu o pedido de renúncia apresentado por Dom Orlando Brandes ao governo pastoral da Arquidiocese de Aparecida, no interior de São Paulo, e nomeou para a função Dom Mário Antônio da Silva, até então arcebispo metropolitano de Cuiabá, no Mato Grosso.
A decisão, comunicada oficialmente pela Santa Sé nesta segunda-feira, marca uma mudança de liderança em uma das arquidioceses mais simbólicas do país, diretamente ligada ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, destino de grandes romarias e referência de fé para milhões de brasileiros.
Dom Orlando Brandes esteve à frente da arquidiocese por quase uma década e deixa como marca um período de forte presença pastoral na chamada Capital Mariana da Fé, com ações voltadas à evangelização, ao acolhimento dos peregrinos e ao fortalecimento da vida eclesial em torno do santuário.
Já Dom Mário Antônio da Silva chega a Aparecida com trajetória consolidada na Igreja no Brasil. Nascido em Itararé, em 17 de outubro de 1966, foi ordenado sacerdote em 1991 e, ao longo do ministério, exerceu funções formativas e pastorais, além de ter sido bispo auxiliar de Manaus, bispo de Roraima e, desde 2022, arcebispo de Cuiabá.
Com formação acadêmica em Teologia Moral em Roma, Dom Mário também acumulou experiência em coordenação pastoral e participação em organismos e serviços da Igreja no país.
A nomeação repercutiu com manifestação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que enviou agradecimento a Dom Orlando Brandes pelo serviço prestado e saudou Dom Mário Antônio pelo novo desafio. Além de conduzir a arquidiocese, o novo arcebispo terá papel de referência na missão de cuidar pastoralmente do Santuário Nacional, considerado a casa da Padroeira do Brasil.
Com a mudança, a expectativa agora se volta para os próximos passos, como os comunicados locais e os atos litúrgicos próprios do início de um novo governo pastoral, que costumam reunir clero, religiosos e fiéis em Aparecida.


