
O Papa Leão XIV conduziu, neste domingo (14), a tradicional oração do Angelus na Praça São Pedro, no Vaticano, e dedicou sua reflexão à Festa da Exaltação da Santa Cruz.
O pontífice recordou que a celebração, segundo a tradição, remete à descoberta da Cruz de Cristo em Jerusalém, no século IV, por Santa Helena, além da devolução da relíquia à Cidade Santa pelo imperador Heráclio.
Ao comentar o Evangelho do dia, o Papa destacou o encontro de Nicodemos com Jesus, lembrando que o mestre judeu buscava orientação e recebeu a revelação de que “o Filho do homem deve ser elevado, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna”.
O Santo Padre também fez referência ao episódio do Antigo Testamento em que os israelitas, atacados por serpentes no deserto, foram salvos ao olhar para a serpente de bronze erguida por Moisés. Para ele, este relato é uma prefiguração do sacrifício de Cristo na Cruz.
“Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna”, recordou o Papa, sublinhando que a salvação se deu pelo amor de Deus, que se ofereceu totalmente à humanidade, inclusive por meio da Cruz, instrumento de morte transformado em sinal de vida.
Ao concluir, Leão XIV afirmou que celebrar a Exaltação da Santa Cruz é recordar o “amor imenso com que Deus abraçou a Cruz para nossa salvação”. Ele pediu a intercessão de Maria para que cresça nos fiéis o amor de Cristo e para que todos aprendam a se doar uns aos outros, como Ele se entregou pela humanidade.



