Equipamentos auxiliam os investigadores em áreas com risco estrutural; causas do incêndio que destruiu laboratórios de pesquisa ainda não foram esclarecidas

A Polícia Federal está utilizando equipamentos tecnológicos para avançar na investigação do incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, no dia 7 de outubro. A perícia conta com apoio de robô e drone para examinar partes da estrutura comprometidas pelo fogo, onde o acesso dos agentes apresenta riscos.
O incêndio provocou danos significativos a laboratórios e espaços utilizados para pesquisas científicas. Desde então, equipes técnicas trabalham para identificar como o fogo começou e quais fatores contribuíram para sua propagação.
Uma das dificuldades enfrentadas pelos investigadores é a condição estrutural do imóvel. Por questões de segurança, a entrada de profissionais em determinados ambientes depende de avaliações e medidas de estabilização da estrutura.
Tecnologia auxilia investigação
O uso de equipamentos operados à distância permite observar áreas de difícil acesso e obter imagens que podem contribuir para o trabalho pericial.
O robô auxilia na inspeção de espaços considerados inseguros para a presença humana, enquanto o drone permite registrar imagens e verificar as condições de diferentes partes do prédio.
A universidade também trabalha na adoção de medidas de escoramento para garantir maior segurança às equipes responsáveis pela investigação.
A Polícia Federal busca reunir elementos que permitam determinar a origem do incêndio. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa.
Prejuízos às pesquisas científicas
O prédio atingido abrigava laboratórios e equipamentos utilizados em estudos de diferentes áreas, incluindo farmacologia, informática e genética.
De acordo com informações divulgadas pela universidade, os prejuízos podem chegar a R$ 100 milhões, considerando equipamentos e estruturas de pesquisa afetados.
Além das perdas materiais, o incêndio comprometeu atividades acadêmicas e trabalhos científicos desenvolvidos ao longo de vários anos. Mais de 80 pesquisas acadêmicas, entre teses e dissertações, foram atingidas.
A UFPE busca alternativas para reorganizar os laboratórios e permitir a continuidade dos estudos.
Investigação ainda não aponta causa definitiva
A Polícia Federal também analisa informações relacionadas a ameaças relatadas no ambiente universitário antes do incêndio.
Entretanto, não foi estabelecida oficialmente uma relação entre esses episódios e o fogo que destruiu os laboratórios.
A conclusão sobre a origem do incêndio dependerá dos resultados da perícia e das demais diligências realizadas durante a investigação.



