Confronto na Band foi marcado por ataques pessoais e discussões sobre Banco Master, INSS, segurança pública, saúde e economia

O primeiro debate do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por bate-boca, ataques pessoais e troca de acusações.
O confronto aconteceu neste domingo (18), na Band, a uma semana da votação que definirá o próximo presidente da República.
Em diferentes momentos, os mediadores precisaram intervir diante das provocações entre os candidatos e das manifestações das duas torcidas presentes no estúdio.
Corrupção domina parte do confronto
O Banco Master, as fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e investigações relacionadas a familiares dos candidatos estiveram entre os principais temas utilizados nas trocas de acusações.
Em alguns momentos, a discussão se afastou das perguntas inicialmente propostas pelo debate.
Um dos episódios de maior tensão ocorreu quando Flávio Bolsonaro circulou atrás de Lula enquanto o presidente respondia a uma pergunta e fez gestos diante das câmeras.
A movimentação provocou reclamações da equipe petista e uma advertência da mediação.
Segurança e economia também entram no debate
Apesar dos confrontos, os candidatos também discutiram propostas para áreas como segurança pública, saúde e economia.
Na segurança, Flávio defendeu medidas mais duras contra organizações criminosas.
Lula voltou a defender a PEC da Segurança Pública e mudanças na estrutura federal responsável pelo enfrentamento à criminalidade.
A escala de trabalho 6×1, que teve seu fim aprovado pelo Congresso, também apareceu durante o confronto.
Segundo turno será no domingo
O debate inaugurou a sequência de confrontos diretos entre os dois candidatos na reta final da campanha.
Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno da eleição presidencial no próximo domingo, 25 de outubro.
Com poucos dias restantes de campanha, os próximos debates e entrevistas deverão concentrar parte importante da estratégia dos dois candidatos para conquistar os eleitores que ainda não definiram o voto.



