Processo de beatificação de Ir. Adélia chega à Santa Sé

O início do Mês Missionário na CNBB Nordeste 2 foi marcado pela conclusão das fases diocesanas do processo de beatificação e canonização da serva de Deus, irmã Adélia Carvalho, RIC. A religiosa, que em vida foi modelo de cristã, terá sua história analisada pela Congregação das Causa dos Santos, no Vaticano, com perspectivas de ser reconhecida por suas virtudes e, posteriormente, venerada pela Igreja.

O postulador da causa, o frei Jociel Gomes, entregou nesta quinta (17), as documentações levantadas pelo tribunal instalado na Diocese de Pesqueira (PE). Ao dicastério romano caberá verificar se os processos ocorreram de acordo com as normas da Santa Sé para a emissão do decreto de validade jurídica e, em seguida, a nomeação do relator responsável pela “Positio”, que é a “posição da igreja” sobre as virtudes do postulante a beatificação ou canonização.

Primeira santa pernambucana

No último domingo (13), a Diocese de Pesqueira celebrou com o Instituto das Religiosas da Instrução Cristã o encerramento da etapa local da causa de beatificação e canonização da irmã Adélia. O evento seguido de Santa Missa teve lugar no Teatro Madre Chantal, no Colégio Damas, no Recife, e foi presidido pelo bispo e secretário da CNBB Nordeste 2, dom José Luiz Ferreira Salles.

Candidata a ser a primeira santa pernambucana, irmã Adélia quando criança presenciou a aparição de Nossa Senhora nos anos de 1936 e 1937, na região de Cimbres, no município de Pesqueira, agreste de Pernambuco.

A religiosa ingressou nas Irmãs Damas em 1941 e se dedicou a servir na formação dos mais pobres. Documentos e depoimentos sobre sua trajetória foram colhidos pelo tribunal diocesano desde março e agora seguem para validação da Santa Sé.

Processos continuam

Espera-se que quando a Positio for aprovada sejam criadas as comissões “histórica” e “teológica” formadas por nove membros. Depois, terá o congresso com 18 bispos e cardeais para a avaliação da causa e aprovação por maioria.

Só após aprovação nessas três instâncias, a causa é apresentada ao Papa para que então o candidato ou candidata à honra dos altares seja reconhecido como “venerável”, ou seja, que viveu em grau heroico as virtudes cristãs. Por fim, é necessária a confirmação de um milagre para a declaração de beato ou beata, e posteriormente, de um segundo milagre para a canonização.

Fonte – CNBB NE2
Com informações da Pascom Pesqueira e ACI Digital