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Lançamento da CF 2019 na Arquidiocese solidariza-se ao povo em situação de rua

(Foto:Reprodução/PascomAOR)

O início da Quaresma – tempo de penitência e jejum em preparação para a Páscoa do Senhor – foi marcado pelo lançamento da Campanha da Fraternidade 2019 na Arquidiocese de Olinda e Recife, na tarde do dia 06/03/19, Quarta-feira de Cinzas. O local escolhido para a celebração Eucarística de Cinzas foi a rua da Conceição, bairro da Boa Vista, em frente à igreja de Santa Cecília, sede da Pastoral do Povo de Rua, buscando sensibilizar a sociedade para o povo em situação de rua. A escolha do local do lançamento da CF 2019 procura conectar-se ao tema da campanha: “Fraternidade e Políticas Públicas, cujo lema é “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27). A missa campal foi presidida pelo arcebispo metropolitano, dom Fernando Saburido, e concelebrada pelo bispo auxiliar da Arquidiocese, dom Limacêdo Antonio da Silva, pelo vigário geral monsenhor Luciano Brito e presbíteros e diáconos do clero arquidiocesano. 

(Foto:Reprodução/PascomAOR)

Além do povo de deus, participaram da celebração de Cinzas representantes de congregações religiosas, de pastorais arquidiocesanas, de movimentos e de comunidades católicas. Um dos  momentos especiais que marcaram a celebração aconteceram na primeira e na segunda leituras. A primeira leitura da missa (Jl 2, 12-18) foi lida pelo senhor José Antônio de Souza, morador de rua assistido pela Pastoral do Povo de Rua, e a segunda leitura (2Cor 5,20-6,2) foi lida por um refugiado venezuelano acolhido pela Caritas, para residir em Pernambuco, senhor Darwin Jose, de 45 anos de idade.  

(Foto:Reprodução/PascomAOR)
(Foto:Reprodução/PascomAOR)

Em sua homilia, dom Fernando Saburido refletiu que o trabalho de conversão deve ser constante. “Devemos ter uma atitude de coragem e adotar uma conversão genuína e dinâmica. O caminho de nossa conversão passa pelo amor. O amor é uma chama que se arrisca a se apagar”, ensinou o metropolita. O arcebispo destacou também que percebe que os fiéis da arquidiocese amam muito os exercícios quaresmais.

(Foto:Reprodução/PascomAOR)

Após a homilia, o arcebispo abençoou as cinzas diante da assembleia. Em seguida, o arcebispo, o bispo auxiliar, o vigário geral e demais sacerdotes impuseram as cinzas na fronte dos fiéis, em forma de cruz, pronunciando as palavras Bíblicas: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. 

(Foto:Reprodução/PascomAOR)
(Foto:Reprodução/PascomAOR)

O momento do ofertório teve especial participação da Pastoral do Povo de Rua, com a apresentação de placas e banners que denunciavam a exclusão do povo em situação de rua: “restaurante popular”, “aluguel social”, “consultórios de rua”, dentre outros temas e desafios enfrentados. Uma a uma, as placas foram deixadas ao lado do altar da Missa. 

(Foto:Reprodução/PascomAOR)
(Foto:Reprodução/PascomAOR)

Antes da bênção final da celebração de Cinzas, o Coral do Movimento Pró-Criança apresentou à assembleia o hino da Campanha da Fraternidade 2019, envolvendo a todos.

(Foto:Reprodução/PascomAOR)

Segundo prescreve a Igreja, na Quarta-feira de Cinzas o jejum e a abstinência de carne são obrigatórios, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Vale salientar que a cinza, como sinal de humildade e penitência, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim, e a Quarta-feira de Cinzas marca o começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. A Igreja conservou o gesto de receber as cinzas no início da Quaresma como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Recomenda-se a ajudar aos fiéis que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto possui, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal.

(Foto:Reprodução/PascomAOR)

CF e CNBB: A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheu o tema para estimular a participação popular na formulação de Políticas Públicas à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, visando fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade. Vale salientar que a Campanha da Fraternidade 2019 terá início em todo o país no dia 6 de março, com o objetivo de tornar mais conhecido como são formuladas e aplicadas as Políticas Públicas estabelecidas pelo Estado brasileiro.

(Foto:Reprodução/PascomAOR)

Para despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão na construção de Políticas Públicas em âmbito nacional, estadual e municipal, a Comissão Nacional da CF preparou o texto-base, que contou com a participação e contribuição de vários especialistas e pesquisadores, bem como com a consulta a lideranças de movimentos e entidades sociais. Dividido no método ver, julgar e agir, o subsídio aponta uma série de atividades que ajudarão a colocar em prática as propostas incentivadas pela Campanha.

Como exemplo dessas ações, o texto-base além de contextualizar o que é o poder público, os tipos de poder e os condicionantes nas políticas públicas, fala sobre o papel dos atores sociais nas Políticas Públicas. A participação da sociedade no controle social das Políticas Públicas é outro tema de destaque no texto-base. “Política Pública não é somente a ação do governo, mas também a relação entre as instituições e os diversos atores, sejam individuais ou coletivos, envolvidos na solução de determinados problemas”, afirma o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

 (Fonte:Pascom Arquidiocese)