CBTU descarta quatro trens do Rio Grande do Sul e mantém envio de apenas uma composição para o Recife

Primeiros veículos vindos de Minas Gerais devem chegar ainda em maio e começar a operar em junho na Linha Sul

Foto: Reprodução

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos, a CBTU, descartou quatro dos cinco trens que seriam transferidos do Rio Grande do Sul para reforçar a operação do Metrô do Recife. Segundo a companhia, as composições passaram por avaliação técnica e apresentaram desgaste considerado crítico, além de diversos problemas mecânicos que inviabilizam o uso imediato dos veículos no sistema pernambucano.

De acordo com a CBTU, apenas um dos trens avaliados deverá ser enviado para Pernambuco. Mesmo assim, a companhia informou que ainda não há uma data definida para a transferência da composição. A expectativa inicial era ampliar a frota operacional do metrô recifense, que enfrenta dificuldades devido ao número reduzido de trens em circulação e à necessidade constante de manutenção dos veículos.

Os cinco trens pertenciam ao sistema metroviário de Porto Alegre e seriam incorporados à operação do Recife como medida emergencial para tentar reduzir os intervalos entre viagens e melhorar o atendimento aos passageiros. No entanto, após inspeções técnicas, a maior parte das composições foi considerada inadequada para uso no curto prazo.

Enquanto isso, a CBTU confirmou que os primeiros veículos transferidos de Minas Gerais já têm previsão de chegada ao Recife entre os dias 15 e 19 de maio. Esses trens devem passar por ajustes técnicos, testes operacionais e processos de adaptação antes de entrar em funcionamento.

A previsão da companhia é que as novas composições comecem a operar no mês de junho, inicialmente na Linha Sul do Metrô do Recife. A expectativa é que os veículos ajudem a reduzir a superlotação e melhorem a regularidade das viagens em horários de maior movimento.

O sistema metroviário do Recife atende diariamente milhares de passageiros da Região Metropolitana e vem enfrentando reclamações frequentes relacionadas à demora, lotação e falhas operacionais. A chegada de novos trens é vista como uma tentativa de amenizar os problemas enfrentados pelos usuários, enquanto o governo federal discute investimentos estruturais para modernização do sistema.