Benefício enviado à Alepe deve contemplar moradores de cidades em situação de emergência; Estado também quer criar fundo permanente para ações contra desastres climáticos

A governadora Raquel Lyra encaminhou à Assembleia Legislativa de Pernambuco dois projetos de lei voltados ao enfrentamento dos impactos provocados pelas fortes chuvas no estado. Uma das propostas prevê o pagamento de R$ 2,5 mil para famílias atingidas pelos temporais em municípios que tiveram situação de emergência reconhecida.
O benefício será destinado a moradores de 27 cidades pernambucanas afetadas pelas chuvas, incluindo Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes. Para ter acesso ao auxílio, as famílias precisarão comprovar os danos sofridos e estar inscritas no Cadastro Único, o CadÚnico.
A medida busca garantir apoio financeiro imediato a quem perdeu bens, teve a casa invadida pela água ou enfrentou prejuízos causados por alagamentos, enchentes e deslizamentos. Pernambuco registrou mortes e milhares de pessoas fora de casa durante o período mais crítico das chuvas, aumentando a pressão por respostas rápidas do poder público.
Além do auxílio emergencial, Raquel Lyra também enviou à Alepe um projeto para criar um fundo permanente destinado ao financiamento de ações de prevenção, resposta e recuperação de áreas afetadas por desastres climáticos. A proposta é formar uma estrutura contínua de investimento, para que o Estado tenha recursos disponíveis não apenas depois das tragédias, mas também antes delas, em obras e medidas preventivas.
A criação do fundo ocorre em meio aos impactos causados pelas chuvas na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata. O decreto estadual de emergência tem validade de 180 dias e foi adotado para acelerar ações de socorro, assistência às famílias e solicitação de apoio financeiro junto ao Governo Federal.
Com os projetos, o governo afirma buscar duas frentes de atuação: socorrer as famílias que precisam de apoio imediato e estruturar uma política permanente para reduzir os danos provocados por novos eventos climáticos. As propostas ainda precisam ser analisadas e votadas pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa.



