Celebração reuniu fiéis pelas ruas do bairro de São José e reforçou uma das mais tradicionais devoções marianas da capital pernambucana

A fé em Nossa Senhora da Penha tomou as ruas do Centro do Recife durante as celebrações em homenagem à santa. Fiéis participaram de um cortejo pelas vias do bairro de São José, onde está localizada a Basílica de Nossa Senhora da Penha, um dos mais importantes templos católicos da capital pernambucana.
A manifestação religiosa reuniu devotos em um momento de oração, cânticos e demonstrações públicas de fé. A programação integra as festividades promovidas tradicionalmente entre o fim de agosto e o primeiro domingo de setembro em homenagem a Nossa Senhora da Penha.
A devoção possui uma relação histórica com o Recife. Localizada na Praça Dom Vital, a Basílica da Penha está inserida no coração de uma das áreas comerciais mais movimentadas da cidade e recebe diariamente trabalhadores, comerciantes, moradores e visitantes.
A história do templo remonta ao século XVII, quando os primeiros missionários capuchinhos franceses chegaram a Pernambuco. Posteriormente, os religiosos receberam a doação de uma área onde foram construídos um hospício e uma igreja.
Já no século XIX, a antiga igreja foi demolida pelos capuchinhos italianos do Vêneto para dar lugar à atual Basílica da Penha. A construção, inspirada na Basílica de San Giorgio Maggiore, em Veneza, foi concluída em 1882 e se tornou uma importante referência da arquitetura neoclássica em Pernambuco.
Em 1964, Dom Hélder Câmara, então arcebispo de Olinda e Recife, criou a Paróquia Nossa Senhora da Penha e estabeleceu a basílica como sua igreja matriz.
Além das festividades anuais dedicadas à padroeira, o templo mantém outra tradição profundamente ligada à religiosidade popular pernambucana: a bênção de São Félix. Todas as sextas-feiras, centenas de pessoas passam pela basílica, onde os frades capuchinhos realizam as bênçãos ao longo do dia.
O cortejo em homenagem a Nossa Senhora da Penha reafirma uma devoção que atravessa gerações e mantém uma presença marcante justamente em uma das regiões de maior circulação de pessoas do Recife.



