O medo é uma emoção natural e tem uma função importante: proteger diante de situações de risco. O problema começa quando ele deixa de ser apenas um alerta e passa a interferir nas escolhas, nos relacionamentos, no trabalho e até em atividades simples do cotidiano. Foi sobre esse limite entre o medo natural e o medo incapacitante que a psicóloga Keila Silva, do SES Saúde, conversou com o Olinda Todo Dia.

Segundo a psicóloga, uma pergunta pode ajudar a perceber quando o medo está ultrapassando esse limite: “O que eu tenho deixado de fazer por causa desse medo?”. Ela explica que situações como deixar de viajar por medo de avião ou evitar uma entrevista de emprego por acreditar que não é capaz podem indicar que o sentimento está funcionando como uma barreira.
O medo também pode provocar manifestações físicas, como tontura, sudorese, dores de cabeça, dores musculares, alterações gástricas e até paralisação. Além disso, pensamentos automáticos e crenças negativas podem reforçar a sensação de incapacidade e fazer com que a pessoa evite determinadas situações.
Keila destaca que enfrentar o medo é possível, mas não existe uma receita única. Cada pessoa precisa encontrar seu próprio ritmo, muitas vezes avançando gradualmente. Buscar informações e diferenciar aquilo que realmente pode acontecer daquilo que o medo constrói no imaginário também pode fazer parte desse processo.
Quando o medo começa a bloquear a vida, procurar ajuda profissional é um passo importante. A psicóloga reforça ainda que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas uma forma de cuidado e prevenção. Fortalecer os vínculos, praticar o autocuidado e perceber os sinais do corpo e da mente também são atitudes importantes.
Quando o medo está protegendo você e quando ele está impedindo você de viver? Confira a entrevista completa com Keila Silva no vídeo abaixo.



