
Na tarde desta segunda-feira (1º de setembro de 2025), o Papa Leão XIV presidiu, na Basílica de Santo Agostinho em Roma, a Santa Missa de abertura do 188º Capítulo Geral da Ordem de Santo Agostinho. Com cerca de 100 religiosos presentes – representando os 2.341 agostinianos de 395 comunidades espalhadas pelos cinco continentes –, o evento marca o início de mais uma fase decisiva para a Ordem.
Escuta, humildade e unidade
Iniciando sua homilia, o Pontífice declarou:
“Celebramos esta Eucaristia no início do Capítulo Geral, momento de graça para a Ordem Agostiniana e para toda a Igreja… Escuta, humildade e unidade: eis três sugestões úteis que a liturgia lhes oferece para os próximos dias.”
Em seguida, Leão XIV, falando espontaneamente em inglês, convidou os presentes a rezarem para receberem “o dom do Espírito Santo” e, especialmente, os dons da escuta, da humildade e da promoção da unidade tanto dentro da Ordem, quanto por meio dela, na Igreja e no mundo inteiro.
O Espírito acima da lógica humana
Retomando o texto preparado, o Papa recordou um antigo autor que descreve o Pentecostes como “um transbordamento abundante e irresistível do Espírito”. Ele exortou os religiosos a pedirem que esse Espírito supere qualquer lógica humana, tornando-se o protagonista dos dias que vêm.
A arte da escuta
Leão XIV destacou que o Espírito Santo continua a falar hoje, como falava antigamente — não apenas em nossas profundezas, mas também por meio dos nossos irmãos e das circunstâncias da vida. Por isso, o ambiente do Capítulo deve ser de escuta, tanto de Deus quanto do próximo, conforme tradição imemorial da Igreja.
Humildade diante da liberdade divina
O Papa advertiu contra a autoconfiança: “Que ninguém pense ter todas as respostas sozinho. Que cada um compartilhe abertamente o que tem.” Citando Santo Agostinho, ele frisou que essa multiplicidade de ações do Espírito pede que nos façamos pequenos diante da liberdade de Deus. Só assim o Espírito pode ensinar e recordar as palavras de Jesus, gravando-as em nossos corações.
Unidade como critério de ação
Por fim, Leão XIV lembrou que:
“Que a unidade seja um objeto irrenunciável de seus esforços, mas não só isso: que seja também o critério para avaliar suas ações e trabalhar juntos (…) o que une vem d’Ele, mas o que divide não pode o ser.”
Ele citou ainda Santo Agostinho, que comparava as línguas diferentes no Pentecostes ao amor pela unidade — como sinal da presença do Espírito.



