Tabagismo permanece como principal fator de risco, mas exposição passiva, poluição e outros fatores também merecem atenção. Oncologista Rodrigo Arruda falou sobre o tema à Rádio Olinda.

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O câncer de pulmão é frequentemente associado ao cigarro, mas a doença também pode atingir pessoas que nunca fumaram. O alerta foi feito pelo Dr. Rodrigo Arruda, médico oncologista do Hospital Santa Joana Recife, durante entrevista ao programa Olinda Todo Dia, da Rádio Olinda.
A conversa aconteceu dentro das discussões do Agosto Branco, período dedicado à conscientização sobre o câncer de pulmão, e abordou fatores de risco, sintomas, diagnóstico precoce e os avanços no tratamento.
Câncer de pulmão não é exclusivo de fumantes
O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o câncer de pulmão. Entretanto, segundo Dr. Rodrigo, é importante não tratar a doença como exclusiva de quem fuma.
Exposição passiva à fumaça do cigarro, poluição do ar, contato ocupacional com substâncias como amianto e sílica, doenças pulmonares crônicas, idade e fatores genéticos também podem estar relacionados ao risco.
“O câncer de pulmão também acontece com quem nunca fumou”, ressaltou o oncologista.
O especialista também fez um alerta sobre os cigarros eletrônicos. Embora ainda sejam necessários estudos de longo prazo para compreender toda a relação entre o uso desses dispositivos e o câncer de pulmão, eles não são inofensivos e podem expor o organismo à nicotina, metais e outras substâncias tóxicas.
Quais sintomas merecem atenção?
Outro desafio é que o câncer de pulmão pode evoluir inicialmente sem sinais claros. Entre os sintomas citados durante a entrevista estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, sangue no escarro, perda de peso sem explicação e cansaço.
Esses sinais não significam necessariamente a presença de um câncer. O alerta está principalmente na persistência dos sintomas, sobretudo entre pessoas que fumam ou tiveram exposição significativa ao cigarro.
Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico para investigação adequada.
Diagnóstico precoce pode fazer diferença
Para determinados grupos de maior risco, existe a possibilidade de rastreamento do câncer de pulmão. Dr. Rodrigo explicou que pessoas com histórico significativo de tabagismo podem ter indicação de tomografia de tórax de baixa dose, de acordo com critérios específicos que devem ser avaliados pelo médico.
“O câncer de pulmão tem cura quando diagnosticado de forma precoce”, destacou o especialista.
O oncologista também ressaltou que o tratamento da doença avançou nos últimos anos, com recursos como a identificação de biomarcadores e terapias direcionadas para determinados grupos de pacientes.
Para quem ainda fuma, a mensagem é igualmente importante: nunca é tarde para abandonar o cigarro. Parar de fumar reduz a exposição acumulada e traz benefícios para a saúde antes, durante e mesmo depois de um eventual diagnóstico.
Assista à entrevista completa
O oncologista Dr. Rodrigo Arruda falou à Rádio Olinda sobre prevenção, sintomas, rastreamento e os avanços no tratamento do câncer de pulmão.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico, tratamento ou acompanhamento individual realizado por profissional de saúde.



